Por que este título a esta viagem de Mototurismo. O objetivo era conhecer o país, não somente os pontos turísticos normalmente visitados. O interior, os pampas, estar no país de fato, de costa à costa. Entrando no Chuí e saindo em Bella Unión e o que é melhor, de motocicleta. E é isso que vou começar a relatar agora.
Eu fui de Titan 150, Márcio 14 usou uma Fazer 250 e Mário (Bin Laden) uma Shadow 600. Mantemos uma média de velocidade entre 80 e 100 km, levando as motos a fazerem médias de baixo consumo, onde observamos como a injeção eletrônica faz a diferença.Caso da Yamaha Fazer.

Com nossa gasolina brasileira, que contém álcool, a Titan 150 ficou com média 37 km/l, Shadow 600 (26,5km/l), e a Fazer 31 km/l, mas quando entramos no Uruguai, com sua gasolina pura, Shadow 600 chegou a descer a 21 km/l, e Titan 32 km/l, sendo que a Fazer se manteve nos 31 km/l, ponto para a Yamaha.

Quanto a viagens para o Uruguai, não é nescessario seguro "carta verde" para motocicletas, somente para automóveis.

Saímos domingo, 18 de maio, de Porto Alegre, onde tivemos a companhia de Elemar, companheiro de estrada, que por motivos profissionais, não pode nos acompanhar, mas mesmo assim foi até a cidade de Guaíba. E estrada, com os devidos cuidados sempre com a Shadow 600 por sua baixa autonomia. Parada em alguns pedágios para cafezinho, para que pressa, não é mesmo?

Na passada por Pelotas, uma subida na ponte abandonada sobre o Rio São Gonçalo, descanso, observar o belo visual lá de cima, para em seguida tocarmos até Vila da Quinta, onde almoçamos, abastecimento e partimos em direção ao Chuí, nosso primeiro pernoite.

Mas neste trecho atravessamos a Reserva do Taim, a mais importante do Rio Grande do Sul, fica a 120km da cidade com acesso direto pela BR 471. Num ecossistema dominantemente pantanoso, com vegetação e fauna típicas. onde podemos observar jacarés, capivaras, pássaros ao longo da rodovia. A única coisa que nos deixou chateados foi a quantidade de capivaras mortas na estrada, atropeladas por veículos que, muitas vezes, não têm a devida atenção ou dirigem em altas velocidades. Campos, cultivo de arroz, muitas estâncias. E as retas, e que retas fato que nos acompanhou por praticamente toda viagem.

Chegada no começo da noite no Chuí, onde existem muitos hotéis, e com vários valores também.

O município de Chuí é o ponto mais meridional do Brasil, estabelecendo fronteira com o Uruguai. A Avenida Internacional, que oferece variadas opções de comércio, divide e une as duas fronteiras Brasil-Uruguai. Ponto terminal da BR 471, o Chuí Brasileiro fica a 20km do município de Santa Vitória do Palmar, sua alma gêmea o Chuí Uruguai, liga-se a Montevideo, pela Rota 9, com distancia de 340km.

A população predominante é formada de brasileiros e uruguaios, mas a partir de 1970, começou um grande fluxo de árabes, principalmente palestinos que participam ativamente na vida econômica e social.

Punta Del Diablo - Rocha
Acordar cedo, abastecimentos, câmbio das moedas, e fomos para aduana, providenciar papelada.
Mas o que todos queriam era estrada, e fomos. Primeira parada, Forte Santa Tereza, que infelizmente estava fechado. Motivo, abre somente nos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17h. Mas após algumas fotos em sua volta, retornamos a estrada. Em direção a Punta Del Diablo, praia com muitas rochas, de pescadores artezanais, vazia é claro, pela época do ano, mas que deve ser ótima no verão.
Como a intenção era ir costeando, almoçamos em Águas Dulces, e continuamos pela Rota 10, passando Cabo Polônio, este infelizmente não demos a devida importância, pois é Monumento Natural, e La Paloma , chegando a Rocha, aonde após abastecimento. Vimos que o pneu da Shadow estava furado, após conserto, como era fim de tarde, resolvemos ficar em Rocha. Onde nos hospedamos no Hotel Municipal, simples e com bom custo.
Estar no Uruguai é fascinante para aqueles que gostam de história, carros da década de 30, 40, 50, em contraponto com um Camaro Conversível, por exemplo. Muitas motos e scooters chinesas de baixa cilindrada, novamente em contraponto com Ducatis.
Caminhar pelas Ruas de Rocha, ruas estreitas, motos de um lado, carro do outro, arquitetura, são muitos detalhes para serem vistos.
O Uruguai dispõe de uma boa rede de estradas, com excelente pavimentação, e na questão abastecimento, a Petrobrás possui uma rede de 89 postos de gasolina, mais os do País, a Ancap. Mas não descuide.
O Uruguai tem 650km de costas, banhados pelo Oceano Atlântico e Rio de La Plata , e nós vamos percorre-lo.
Punta Del Este - Saímos em direção a Punta Del Este, com o dia bastante nublado, e se mantendo assim pelo decorrer, entramos pela praia José Ignácio, sendo que a Ponte Leonel Viera é parada obrigatória. O interessante que se está indo pelo campo e a paisagem muda em pouco tempo, trocando o campo pela praia.
O balneário, localizado no extremo sul do Uruguai, está a apenas 140km da capital Montevidéu, na península onde o Oceano Atlântico encontra o Rio da Prata e para quem quer jogar, tudo de bom, no Uruguai o jogo é legal. A nós restou apenas a passagem em frente ao famoso Conrad Cassino.
Indo sempre pelas Ramblas (Avenida beira mar), nossa passagem por Punta foi rápida, com algumas visitas pela orla. Em torno de 15km após pela rota panoramica, nas proximidades de Punta Ballena, mais uma das paradas obrigatórias, que não chegamos a entrar, mais uma que fica para a próxima.
Trata-se da Casapueblo, um dos principais atrativos turísticos da região. A imensa casa, inteiramente branca e de forma nada convencional, construída sobre uma encosta, reúne as obras do consagrado artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró, um dos poucos ainda vivos e atuantes que fizeram parte da Escola de Picasso.
Nossas refeições eram feitas quase sempre quando o relógio natural (estômago) do Márcio 14 dava sinais, geralmente às 13h30min, onde nestas paradas podíamos conversar, especialidade esta do nosso amigo Mario (Bin), momentos estes que sentimos como o povo uruguaio é acolhedor.
Chegada no fim do dia em Montevidéu, onde novamente entramos pelas Ramblas, e acabamos nos hospedando próximo ao Marco Zero do Uruguai, no Hotel Campoamor, que para quem curte um hotel com mais de 100 anos.
Montevideo - Nesta parte do relato vou abrir um parêntese para falar do povo uruguaio, e de uma pessoa que o representa muito bem, Alejandro Lema, do Moto Grupo Yacaré.
Vínhamos observando ao longo da viagem como as pessoas eram acolhedoras, simpáticas, alegres, e como tínhamos feito um contato antecipado via e-mail com Alejandro, pedindo ajuda para conhecer Montevidéu com mais facilidade, em torno de 09h30min, lá estava ele no hotel. Deixamos as motos e percorremos a cidade de carro, o que facilitou muito para conhecê-la, em todo seu esplendor.
Nossos sinceros agradecimentos, por se disponibilizar a estar conosco, mostrar sua cidade, dividir um chimarrão, sem esquecer das Patricias, é claro!!
Mas não podemos esquecer também do Martin, eleito assessor gastronômico dos Yacarés, segundo Alejandro, que nos serviu uma faina (lê-se fainá) bem apimentada, pizza de muzzarela com panceta e uma bela milanesa, e já vou deixando aqui uma dica:
Parada obrigatória é na Pizzeria Portugalia, que fica na Avenida Giannttasio km. 24.100 Casi Marques Castro, grande Montevidéu e pode pedir para falar com o Martin. Tenho certeza que vais ser muito bem recebido!!
Alguns locais que visitamos e um pouco de História
Montevideo é a capital e maior cidade do Uruguai. É também a capital oficial do Mercosul e do departamento de Montevideo, e localiza-se nas margens do Rio da Prata. Quem chega de navio, percebe a cidade assentada numa colina de 132 m. Elevação de que se diz ter dado origem ao nome Montevidéu, cuja tradução-livre seria "eu vi o monte".
Os uruguaios carregam a cultura gaúcha (ou gaucha), com costumes comuns aos de parte do Rio Grande do Sul e do Pampa argentino. Comem carne de excelente qualidade, tomam chimarrão a qualquer momento, é só conferir em algumas fotos.
Praça Independencia
Esta praça tem linhas arquitetônicas que remontam a 1836. No meio da praça, fica a estátua eqüestre do General Artigas, pai do país e herói em sua independência, no centro da praça. Suas cinzas estão sob o monumento, de 1923.
São vários os marcos arquitetônicos na área. Um dos principais é o Palácio Salvo, muitas vezes citado como símbolo da cidade, e que já foi o edifício mais alto da América do Sul, sendo ainda hoje o maior da cidade. Nos arredores há, ainda, vários edifícios art déco.
Bem no ladinho está o clássico teatro Solís, referência em espetáculos de música erudita, concebido com fachada marmórea em forma de Partenon entre 1842 a 1856, e que teve as alas laterais agregadas em 1869. O local passou por reforma e foi reinaugurado em 2005, colocando o espaço novamente no roteiro de grandes orquestras e companhias.
Fortaleza de Montevideo
Construção espanhola do tempo colonial fica no Cerro de Montevidéu, onde se tem uma bela panorâmica da cidade. No museu que funciona em seu interior, pode se contemplar armamento da época, roupas militares, fica um pouco fora do centro, mas vale a pena.
Ciudad Vieja
Próxima ao Porto, concentranse prédios históricos, bancos, repartições públicas, resumindo, muita história e arquitetura clássica.
Mercado Del Puerto
Onde dezenas de pequenos restaurantes servem "parrillada", o churrasco assado nas lenhas e pescados. Pólo gastronômico, esse mercado, cuja estrutura de ferro foi erguida entre 1865 e 1869, com peças que vieram de Liverpool, Inglaterra e foi inicialmente uma estação ferroviária.
Shopping Punta Carretas
De prisão a shopping, uma prisão com muros grossos e fama de inexpugnável, hoje um shopping center.
La Rambla
A avenida costeira, com seus 18 km, onde de um lado, Rio de La Plata , no outro, Montevidéu.
Percorrendo esta avenida pode-se ver o Hotel Casino Carrasco, Sede do Mercosul, e se estendendo um pouco mais ir a Ponte das Américas.
Monumento La Carreta
Estádio Centenário e Museo del Fútbol
Estádio Centenário foi construído para sediar a Copa do Mundo de 1930.
Após estas visitas, nos despedimos de nosso amigo Alejandro, já com o cair da noite nos dirijimos a Colônia Suiza Helvécia, mas eu já estava com uma certeza, Montevidéu, mais um dos locais que deverei retornar para visita-lo com mais calma.
La Colônia Suiza Nueva Helvécia- Colonia Del Sacramento- Carmelo- Young
- Chegamos a Nueva Helvecia em torno de 19h, só que neste horário, no interior não tem mais ninguém nas ruas, e é neste momento que faz a diferença o povo. Após algumas informações com a Polícia, que neste momento já estava na volta da Shadow do Bin, conversando, pois sua moto sempre chamava a atenção, nos indicaram um hotel.
Nueva Helvécia fica a 120 km de Montevidéu, fundada por imigrantes europeus, especialmente suíços. Muitas casas da cidade exibem em suas frentes coloridas escudos que correspondem a região européia de onde veio a família. Foi nesta cidade que nos hospedamos no Hotel Del Prado, com seus 112 anos de construção, detalhes como este é o que nos nortearam toda viagem, história de um povo.
Com o amanhecer e após um belo café já estávamos na estrada novamente para em seguida chegar a Colonia do Sacramento, uma antiga cidade Portuguesa do século XVII e foi declarada "Patrimônio Histórico da Humanidade. Visitando-a entendemos o porquê desta denominação, onde nos dirigimos ao Bairro Histórico para visitar alguns pontos:
Calle de Los Suspiros- A viagem no tempo que é passar em uma rua constituída por casas antigas construídas de pedra.
Sua bela Rambla (calçadão)
O porto
Farol
La Plaza de Toros – Sabiam que teve uma festa taurina lotou a praça com mais de 10.000 espectadores em 1912.
Mas fomos novamente para a estrada, seguindo pela Ruta 21, chegamos a Carmelo, cidade fundada por José Gervasio Artigas em 1816, a 77 quilômetros de Colonia pela costa.
A cidade fica onde o Río Uruguay se alarga para virar Río de la Plata , ficando na região vinícola uruguaia sendo que a entrada na cidade já tem seu charme, coberta por plátanos em sua extensão, onde após alguns chivitos no almoço, demos continuidade ao roteiro, na saída observamos inclusive uma garrafa gigante de vinho, acredito que um monumento à variedade que o Uruguai produz, o tannat.
Na saída de Carmelo, passamos em frente do Four Seasons Carmelo Resort, uma bela atração por sinal. Na continuidade do roteiro, passamos por Nueva Palmira, Dolores, Mercedes, mas em vez de pernoitarmos em Paysandú, nos dirigimos a Young, após conversa com um caminhoneiro de Livramento. Comentou-nos que la seria mais tranqüilo, e foi o hotel mais simples que ficamos,mas e a aventura onde fica?
Salto, Bella Unión - Saímos cedo de Young e nos dirigimos-nos a região das termas, Salto, e apesar de nós termos passado direto as termas desta cidade e parado somente em Arapey, vou comentar sobre as termas, estes textos fazem parte de minhas pesquisas de viagens:
Termas de Guaviyú
A 60 quilômetros de Paysandú (Km.441 da rodovia 3) com águas a 38°C as termas de Guaviyú poderiam ser definidas como um oásis no campo. Seu entorno é agreste, talvez indicado para aqueles que queiram estar em contato absoluto com a natureza. Acampar, fazer um piquenique, desfrutar da água termal à luz da lua. Caminhar sem rumo, ou compartilhar atividades naturais do campo uruguaio, são algumas das coisas que podem ser feitas nestas termas. Pelo fato de encontrar-se à beira do rio Guaviyú, um passeio pleno de natureza é sair para velejar e pescar em pequenas embarcações. Como prêmio à paisagem acrescenta um sem fim de palmeiras yatay que brindam ao lugar nota exótica. As termas contam com uma infra-estrutura composta de confortáveis hotéis e campings.
Termas del Daymán
A 8 quilômetros da cidade de Salto rumo ao sul do país, águas de até 46°C fazem possível conjugar relax e diversão num lugar paradisíaco, repleto de flores, árvores, jardins e piscinas de todas as temperaturas imaginárias. As águas termais de Daymán contam também com o único parque de diversões aquático termal que existe na América do Sul, com altíssimos e coloridos trampolins, botes infláveis e redes. Enquanto as crianças se divertem numa piscina com barco pesqueiro, tobogãs e brinquedos de água, os adultos podem desfrutar de uma piscina mais profunda com cascata, hidromassagens e dizer-lhe adeus ao estresse no complexo hidrotermal. Como se isto fosse pouco, Daymán oferece ao visitante uma ampla infra-estrutura, com alojamentos que vão desde hotéis quatro estrelas até charmosas cabanas.
Termas del Almirón
A 85 quilômetros ao leste de Paysandú pela rodovia 90, águas de 34°C. Estas termas de água salgada (únicas na região) estão encaixadas numa paisagem de colinas onduladas, pequenos bosques para percorrer e riachos ideais para entreter-se pescando. Oferecem para desfrutar o ano todo duas piscinas cobertas com sistema de jatos d'água e três destinadas a banhos de imersão. Além disso, conta com modernos hotéis e pitorescas cabanas, que dão um toque de conforto aos atrativos naturais destas termas localizadas a 5 quilômetros de Guichón. Depois da cidade de Paysandú, Guichón é a cidade mais povoada do departamento. Foi construída no começo do século XX como estação ferroviária e em seus terrenos encontraram restos de fósseis pré-históricos.
Termas de Salto Grande
Nas termas de Salto Grande existe um hotel cinco estrelas de 80 apartamentos cercado de um parque de 218 hectares, todos desfrutáveis. A totalidade deste prédio, à beira do lago Salto Grande e muito próximo à represa do mesmo nome, pode ser percorrido de bicicleta ou a cavalo. As propostas não param por aí, quem visitar estas termas poderá praticar esportes tais como: padlle, tênis, futebol ou voleibol em alguma das tantas quadras que oferecem ao visitante ou até arriscar a sorte no cassino. Uma proposta concreta para sentir-se como um rei e dar-se alguns prazeres enquanto desfruta desta água cristalina. Além disso, em 2002 inaugurou-se um novo e espetacular parque aquático com piscina de ondas incluídas.
Apesar de ter colocado um histórico das termas acima, demos uma chegada rápida na Represa Hidrelétrica de Salto Grande divisa com a Argentina, e estrada, muita estrada, pampas, longas retas, para almoçarmos nas Termas de Arapey, que fica a 80 quilômetros da cidade de Salto em direção ao norte do país com águas a 42°C, as termas de Arapey foram descobertas na década de 1940.
Mais alguns chivitos, e após nós verificarmos que havia uma verdadeira invasão de brasileiros na terma, nos dirigimos a estrada para mais um trecho. Com a chegada do fim da tarde, também o fim do roteiro uruguaio, pois estávamos em Bella Unión , do outro lado da ponte, Barra do Quaraí, já no Brasil. Após troca de óleo das motos, hotel reservado, descanso e aquela conversa jogada fora.
Relembrar onde entramos, que costeamos o Oceano Atlântico, Rio de La Plata , Rio Uruguai, e sabendo que voltaremos em uma data futura.
E olha onde estávamos ainda, na Barra do Quarai, o ponto e o município mais ocidental do estado do Rio Grande do Sul e de toda a Região Sul do Brasil e é um dos pontos extremos deste estado, como é o caso do município de Chuí ao sul. E ainda tinha 717Km até Porto Alegre, isso se fossemos direto para lá. Mas...
Barra do Quarai- Quarai- Santana do Livramento- Porto Alegre - Amanheceu um belo dia, mas com muito vento, e nos pampas, a coisa piora, abastecidos, fomos para a estrada. Como Mario( Bin Laden) pretendia ficar na casa de familiares em Quarai, por estar em férias, foi nossa próxima parada, mas após breve conversa, nos dirigimos a Santana do Livramento, onde eram familiares de Marcio 14 que nos aguardavam, chegando em torno das 13hs.
Santana do Livramento cognominada oficialmente de "Fronteira da Paz".
Nasceu de um período de guerras, quando a posse da terra dependia da sorte das armas e quando as instáveis fronteiras eram defendidas com as pontas das lanças, as patas dos cavalos e o gume das espadas, em combates de peito a peito, de ombro a ombro.
A tarde foi para lavagem das motos, abastecimento, visitas a Rivera, conversas e descanso, sendo que a noite ainda estivemos curtindo um show proporcionado pela revenda Yamaha local e fabrica, o Yamaha Festa, com shows de freestyle.
Domingo, ultimo dia, ja em direção a Porto Alegre, na passagem pelo Cerro de Palomas: um dos símbolos da cidade e também local dos vinhedos da Almadén tendo em torno de 195m de altura, observamos que la de cima se tem uma bela visão dos pampas, e com uma breve conversa na entrada descobrimos que poderiamos subir. Realmente la de cima se avista inclusive Santana do Livramento la ao longe, com escarpas onde o pessoal aproveita para fazer rappel, nosso caso apenas belas fotos.
Com uma BR com muito movimento, por causa do feriadão, chegamos em Porto Alegre em torno das 19hs, com 2700km rodados.
Um roteiro ótimo, tranqüilo, com muita história e povo hospitaleiro, visitamos muitos pontos, e ainda tem muitos a serem visitados.
De motocicleta voce não aprecia somente a paisagem, faz parte dela.