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Relato Viagem - Penedo á Bento
Gonçalves 2007
Casal:
Bruno e Adna - 3.382km numa V-Strom 06/07

Esta
viagem para o Sul já estava nos nossos planos há muito
tempo, uma viagem romântica pelo sul do Brasil só nós
dois, eu e a Adna. Na verdade, era algo que já havíamos
nos prometido quando ainda estava sem moto e seria a
primeira grande viagem assim que uma nova moto chegasse.
O fato foi que motos vieram e foram e a viagem ainda não
tinha saído do campo das idéias. Mas com a chegada da
V-Strom, moto essencialmente estradeira, estávamos
finalmente prontos para encararmos o roteiro,
percorrendo os 03 estados do sul do Brasil, durante sua
melhor época, o inverno, é claro. Três meses de
planejamento e preparação nos colocaram aptos a
realizar a nossa tão esperada viagem, ou como eu
gostava de chama-la, a “HoneyMoontotrip”.
0º Dia – Penedo – São José dos
Campos (sexta-feira,
dia 13/07)
O
primeiro dia de viagem era ambicioso, queríamos sair de
Penedo, no Rio de Janeiro, cruzar todo estado de São
Paulo e chegar no Paraná, mais precisamente em
Joinville, onde teríamos um pernoite garantido e
gratuito na casa do Marcelo, um amigo de infância. Com
oitocentos e poucos kilometros nos aguardando logo no
primeiro dia, achamos por bem tentar quebrar esta etapa
em duas. Ao invés de partimos no sábado de manhã como
inicialmente planejado, pegamos a estrada na sexta-feira
a noite mesmo, após o trabalho.
E
foi aí que a pulga começou a se alojar atrás do meu
receptor auditivo. Embora não seja tão supersticioso,
começar a viagem numa sexta-feira 13, fez com quem
ficasse bastante preocupado com o que o futuro dessa
mototrip poderia nos apresentar.
Percorremos
o trajeto da Dutra tomando todo o cuidado do mundo para
não transformar uma superstição numa tese confirmada.
Mas como a natureza é sabia e cíclica, invariavelmente
depois de uma sexta-feira 13, vem sempre o sábado 14 e
assim, pouco depois da meia-noite estávamos hospedados
confortavelmente no Hotel Íbis de São José dos
Campos, sem nenhum susto ou percalço nesta parte do
trajeto.
1ºDia – São José dos
Campos–Joinville (sábado, dia 14/07)
Com
a moto totalmente carregada e com uma garupa com pouca
experiência, sabia que teria que manter um ritmo de
paradas para descanso mais intenso que nas viagens em
que percorro leve e sozinho. Desta forma, com receio de
chegarmos no Paraná depois do pôr-do-sol, no melhor
estilo Militar coloquei as cornetas para soarem às
04h30 e mesmo depois de alguns xingamentos por parte da
Adna, as 5h04 estávamos sentados em cima da moto e eu
apertando o botão da partida elétrica da moto.
O
esforço de acordarmos cedo se pagou ao passarmos pelas
Marginais Tiete e Pinheiros praticamente vazias,
cruzando a grande cidade enquanto ainda dormia, sem
nenhum tipo de risco ou engarrafamento. Em seguida
descemos pela rodovia Regis Bittencourt e graças a
euforia de estarmos finalmente colocando os planos de
viagem em pratica, nem percebemos o quanto chata e
esburacada esta rodovia está.
Chegamos
em Joinville pouco depois da 15h e só então percebi
que talvez tenha sido um pouco nazista demais em acordar
tão cedo. Mas pelo menos tivemos a oportunidade de
aproveitar um pouco mais da pequena e aconchegante
cidade, além de ter tempo de colocar o papo em dia com
um amigo que há muito não via.
2ºDia –
Joinville–Pomerode–Blumenau–Urubici
(domingo, 15/07)
O
papo furado e as cervejas da noite anterior fizeram com
que a gente saísse um pouco mais tarde que o planejado.
As 10h e pouco de um domingo cinzento e úmido nos
despedimos do casal de amigos, em rumo a Santa Catarina.
Nesse
dia começamos a colocar meu plano de utilizar estradas
secundárias em prática. Deixamos de lado a BR101 e nos
embrenhamos nas inúmeras estradas sinuosas da região.
Uma hora depois de deixarmos Joinville para trás, o sol
havia dado o ar da sua graça, as curvas e o visual da
região já haviam conquistado nossos olhos e corações.

Nossa
primeira parada do dia foi em Pomerode.
Ficamos pouco mais de uma hora na “Cidade mais
Alemã do Brasil”, como ela mesma se auto intitula,
admirando a arquitetura típica, ouvindo aqui e ali
alguns descendentes conversando no idioma original de
seus avós e, como não podia deixar de ser, tomando
alguns canecos de chopp super gelados.
Colada
a cidadela alemã está Blumenau e assim nos dirigimos
à esta cidade procurando algum lugar para almoçar e
admirar o povo local. Infelizmente, como era domingo, a
cidade inteira parecia estar fechada. Poucos pedestres
na rua e uma quantidade ainda menor de estabelecimentos
abertos nos deram uma recepção muito pouco calorosa.
Mas o frio e a solidão ficaram de lado quando,
por sorte, encontramos o Pavilhão de Exposição da
cidade (o mesmo que acontece o Oktoberfest) realizando a
12ª Festitália, evento dedicado as tradições
italianas. Lá encontramos grande parte dos moradores da
cidade cantando, dançando, comendo e bebendo no melhor
dos ritmos da Tarantela.
Gostamos tanto da inesperada surpresa que ficamos
mais tempo que o planejado, ou aconselhável, para quem
ainda tinha que encarar mais uns 300km naquela tarde.

Deixamos
a festividade italiana para trás e continuamos a
adentrar as serras de Santa Catarina em direção ao
ponto mais alto do Sul do Brasil, o Morro da Igreja,
localizado em Urubici onde iríamos pernoitar aquele
dia. O meu GPS mostrava que estávamos ganhando altitude
a cada pequena cidade que deixávamos para trás.
Durante grande parte do trajeto oscilávamos entre 800m
e 1.000m e esta oscilação nos mostrava claramente a
intima relação entre o ganho de altitude e a queda
temperatura. O frio começava a se mostrar!
Pouco
mais adiante trocamos de estrada numa interseção com
uma cidade chamada Alfredo Wagner. Primeiramente fiquei
pensando que karma deveria ter um individuo para receber
tal nome, Alfredo Wagner; num segundo momento fiquei
pensando que o frio não estava mais se mostrando, mas
sim se exibindo. Passada a cidade de nome peculiar
subimos de patamar e começamos a andar entre 1.000 e
1.300m. Agora
não só sentíamos a relação altura X temperatura,
mas conforme as horas iam passando mais uma variável
entrava na equação, a incidência solar. Por entre os
vales variávamos entre curvas em que o sol batia em
nossas costas e aquecia nossos corpos e corações e em
outras curvas uma sombra fria e úmida rasgava nossos ânimos
e machucava nossas bochechas.
A situação beirou o insuportável quando o sol
se pôs, e ainda não eram nem 18h. Paramos num dos
poucos lugares que encontramos aberto e tomamos um
chocolate quente para descongelar as mãos e as idéias.
Nos agasalhamos ainda mais para encarar os 50km
restantes num frio de 4ºC.
Chegamos
na aconchegante pousada Kiriri-Etê, que havia sido
previamente reservada, com um frio de dificultar a fala
e os movimentos. Na entrada da pousada quase deitei
dentro da lareira e coloquei umas brasas dentro da
jaqueta para ajudar a me recompor.
Durante
o jantar aconteceu um fato que nos chamou a atenção e
contribuiu para aumentar ainda mais o pulguedo que
formava atrás da minha orelha. Na mesa em frente a
nossa estava um simpático senhor com uma tipóia no braço
contando suas histórias para um grupo de amigos. Dentre
o grupo, escutando as histórias, havia outro senhor,
este com uma das mangas da camisa vazia; seu braço
terminava num pequeno cotoco depois do cotovelo.
Abrir
uma garrafa de vinho foi o pretexto para interagirmos e
descobrir que aquele senhor mais falante era o dono da
pousada e estava assim porque havia quebrado a clavícula
numa queda do cavalo. Já quebrei a minha clavícula
caindo do meu cavalo de aço, acrescentei eu.
Enquanto
ele nos relatava o acontecido, chega sua mulher, uma
senhora simpática que, para nosso espanto, também
usava uma tipóia no braço. Enquanto ela falava dos
pinos de titânio que havia colocado, eu e a Adna nos
entreolhamos e constatando aquele sinal cabalístico.
Achamos que havia gente demais com problema nos
braços naquela sala e para não ser influenciado numa
“osmose energética” resolvemos terminar o vinho
rapidinho, agradecer a hospitalidade e irmos deitar, sem
mais delongas.
Kiriri-etê
que quer dizer “lugar do verdadeiro descanso” em
tupi guarani fez jus ao nome e dormimos maravilhosamente
bem debaixo de pesados e fofos edredons.
3ºDia – Uribici–Serra do Rio do
Rastro–Torres (segunda-feira, dia 16/07)
O
frio que pegamos no dia anterior ficou parecendo somente
uma aprazível tarde de outono quando, às 9h30, tivemos
que deixar a pousada numa temperatura de 1ºC negativo.
Enfrentar esse tipo de frio logo de cara foi difícil,
bem difícil. Os dedos não conseguem apertar as manetes
direito, a viseira embaça rápido demais com a sua
respiração e quando se anda a 80km/h este tipo de frio
é potencializado e machuca bastante.

Mas foi a neblina e não o frio a desculpa
oficial para nós não conhecermos o Morro da Igreja, o
visual no alto dos 1.822m de altitude e os radares do, tão
em voga ultimamente, Cindacta 2 que lá ficam. Não íamos
conseguir ver nada mesmo, então pulamos este ponto turístico
e continuamos o caminho, agora perdendo altitude
conforme íamos nos direcionando ao mar. Uma hora depois
a temperatura já estava nos “agradáveis” 8ºC.
Chegamos na boca da Serra do Rio do Rastro por
volta do meio-dia. Eu pessoalmente já havia visto e
admirado o visual desse local, mas a Adna não, e
parecia uma criança, olhando os detalhes das inúmeras
curvas enquanto comia pinhão cozido pela primeira vez.
Admiramos a beleza do local durante um tempo e quando
nos preparávamos para descer fomos abordado por um
policial rodoviário, que ao invés de me pedir os
documentos ficou admirando a minha moto e contando das
suas próprias histórias motociclísticas, dentre elas
uma deslizada pelo asfalto que ele deu na sua Suzuki
750F a 160km/h. Nos
despedimos do policial motoqueiro e seguimos em direção
ao nível do mar. Chegamos em Torres, na divisa dos
estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por volta
das 16h em tempo ainda de apreciar mais um visual
exuberante da natureza, o Morro do Farol.
Dormimos
ouvindo o barulho do mar numa Pousada recém reformada e
completamente vazia, pois era baixa estação para eles.

4º dia – Torres – Gramado
(terça-feira, dia 17/07)
Peguei
instruções na Pousada sobre meu roteiro planejado e
fui informado que o mesmo deveria ser alterado, pois a
Rota do Sol, estrada que planejavamos pegar, estava
interditada devido a deslizamentos no trajeto. Seguindo os conselhos, peguei a Estrada do Mar em direção a
Gramado. Vimos as inúmeras e belíssimas mansões dos
sulistas neste trajeto curto e fácil, que fizemos em
pouco mais de 2 horas.

Chegamos
em Gramado por volta das 14h e após deixarmos nossas
coisas no Hotel Sky, tomamos um bom banho e partimos em
busca de um bom restaurante para comemorar a viagem e
almoçar descentemente, coisa que não tínhamos feito
desde o inicio da viagem.
Eram
umas 16h30 quando finalmente entramos felizes e
esfomeados pelo restaurante “Chalet”, um dos poucos
que se encontrava aberto (pois eles lá no Sul têm o
costume de fechar após as 15h e só abrir novamente
para o jantar). O
restaurante era muito chique e estava quase
vazio com somente uma família e outro casal, deixando
vago muitas outras mesas no recinto.
Resolvemos
tirar a barriga da miséria, pedimos tudo que tínhamos
direito: couvert, entrada, prato principal, um bom vinho
e água gaseificada para acompanhar.
Pouco depois chegam as rebuscadas taças de
cristal e com ela, um elegante vinho. Tivemos que passar
por todo aquele ritual que existe em
lugares mais refinados (que pra mim, sinceramente, é
desnecessário), o garçom mostra a garrafa, abre
delicadamente, você aperta e cheira a rolha, analisa a
cor do vinho com um olhar de expert, sente o aroma, dá
aquela bicadinha e antes mesmo de realmente saborear dá
aquele sorrisinho pro garçom informando que o vinho está
bom, mesmo não tendo nem sentido o sabor do vinho
direito. Uma vez que passamos por isso, nos olhamos e
brindamos a nossa viagem e a proteção divina de que
nada tinha nos acontecido até o presente momento e
pedimos a “Ele” que continuasse olhando por nós.
E foi aí que a parte posterior da minha orelha
se infestou de pulgas.
No exato momento que brindávamos, sem querer
encostei na belíssima taça de água e faço ela se
espatifar no chão, fazendo um barulho alto e
constrangedor que ecoou fortemente no salão do
restaurante. Mais uma vez nos entreolhamos e fingimos
que não tínhamos percebido o sinal.
O garçom rapidamente se aproxima vê o
acontecido e chama a arrumadeira. Ela chega e começa a
limpar o chão. Vou me desculpando e ela retruca
friamente: “Acidentes
acontecem!”.
Agora
eu e Adna tentávamos desdenhar das coincidências: saída
na sexta-feira 13, três braços quebrados num único
lugar, uma taça quebrada bem na hora do brinde à nossa
saúde e com direito a “Acidentes acontecem!”. Ai ai ai....
Saímos
do restaurante e fomos caminhar, para espairecer as idéias
e ajudar a digestão, por uma Gramado completamente
coberta numa bruma cinza e espessa.
Ao
chegarmos no hotel tivemos a chocante descoberta. Ali, naquela hora, ficou claro para mim e para todas as
pulgas atrás da minha orelha que a tragédia que
aconteceria entre Porto Alegre e São Paulo não seria o
nosso acidente, como tanto me preocupava há dias. Foi o
Brasil que havia caído e não estava sangrando, uma
parte dele havia morrido brutalmente. Duzentas almas
haviam subido aos céus no Vôo Tam JJ-3054 no mais
grave acidente da história da aviação brasileira.
Esta
notícia nos chocou muito e não tivemos mais animo de
fazer nada aquele dia, ao não ser ficar no quarto
acompanhando o desdobrar da história.
5ºDia – Gramado–Canela
(quarta-feira,dia 18/07).
O
dia havia acordado de luto, lagrimas frias escorriam
pela janela do quarto do hotel. Pela primeira vez na
nossa viagem pegamos chuva e não o leve sereno que já
estávamos nos acostumados a tomar quase toda manhã.
Nesse dia, mais cinza e frio que o habitual,
percorremos somente 15km indo e voltando de Canela.
Fomos até a cidade vizinha para a Adna conhecer o
Parque do Caracol e sua impressionante queda d’agua,
olhamos algumas vitrines sem pretensão, tomamos um
Choconhaque para buscar animação e assim o dia passou.
Voltamos cedo para o Hotel e nos preparamos para a
estrada no dia seguinte.
6ºDia – Gramado–Bento Gonçalves
(quinta-feira, dia 19/07)
A
distancia entre Gramado e Bento Gonçalves é pequena,
algo pouco mais que 100km.
Saímos cedo e chegamos em Bento logo antes do
meio-dia, por isso não conseguimos entrar no hotel. A
diária só iniciava às 14h.
Deixamos os bauletos no maleiro do hotel e
partimos com as roupas de moto mesmo para conhecer
algumas vinícolas.
Parece
que Bento Gonçalves fez questão de nos receber bem,
com um dia exuberantemente lindo, sem nenhuma nuvem e
temperatura amena. O povo, sempre muito hospitaleiro e
cordial, nos acolhia muito bem, sempre regado a muito
vinho e comida italiana. Passamos esta tarde passeando
pelo “Vale dos Vinhedos”, que quando percorrido de
moto fica ainda mais bonito e agradável. Conhecemos vinícolas
pequenas, como a Milantino que nos foi apresentada pela
a simpática Joyce de apenas 15 anos. Fomos nas grandes
vinícolas como a Casa Valduga e a Salton sendo
escoltado por competentes guias locais.
Passeamos
ainda o roteiro dos “Vinhos da Montanha” e tivemos a
oportunidade de conhecer uma parte da cidade ainda mais
alta e bonita, com cachoeiras na beira da estrada e
serras com curvinhas maravilhosas. Conhecemos Waldir,
proprietário da Vinhos Lavoisier que nos deu uma
verdadeira aula de produção de vinho. Ele nos revelou
detalhes interessantíssimos de como a cidade surgiu
para o turismo e dos meandros da fabricação do vinho,
que em algumas vinícolas locais nem sempre segue de
acordo com as tradições do vinho, como por exemplo, a
utilização de saches de carvalho submerso nas pipas de
alumínio ao invés envelhecê-lo nos tonéis de
carvalho. A
noite ainda curtimos um som ao vivo com repertorio
internacional variado, todos no idioma
“embromation”.
Gostoso de ouvir e hilário de acompanhar as
letras.
7ºDia – Bento Gonçalves–passeios pela
região (sexta-feira, dia 20/07)

Neste
dia, percorremos o roteiro “Caminhos de Pedra” que
passa pelas casas (de pedra, obvio) dos primeiros
imigrantes italianos da região. Depois seguimos para o
roteiro “Vale das Antas”, roteiro mais espraiado que
percorre diferentes estabelecimentos, todos próximas as
margens do Rio das Antas.
Terminamos
nosso dia, num boteco de beira de estrada em frente a
ponte sobre o Rio das Antas, construção que o povo
local se orgulha pois possui o maior vão de sustentação
sem pilastras intermediárias, sustentada por somente um
arco central.
Naquele
lugar pouco glamuroso, mas muito significativo para nós,
havíamos chegado ao ponto mais extremo e distante de
todo o nosso trajeto e assim brindamos a nossa viagem
com uma Skol gelada.
Voltamos para o hotel no inicio da noite com a
mente repleta de boas lembranças e com uma pontada no
coração de estarmos chegando ao fim do passeio.
Bento
Gonçalves, nossa ultima etapa da nossa viagem, foi
generosa e só nos proporcionou excelentes momentos.
8ºDia – Bento Gonçalves–Curitiba
(sábado, dia 21/07)
Fora
das divertidas estradas secundárias, seguimos em direção
a nossa casa pela BR116, numa viagem tediosa e fria,
muito fria. Chegamos em Curitiba às 19h e na única
etapa que não havíamos feito reserva de hotel
antecipada, acabamos pagando o preço. Devido a um
concurso publico a cidade estava lotada e tivemos que
rodar uns 04 hotéis e fizer 17 telefonemas até
conseguir um lugar para descansar.
9ºDia - Curitiba–São José dos Campos
(domingo, dia 22/07)
Continua
a parte chata e sem emoção da viagem e, desta vez,
depois dos ânimos estarem no fim, deu para perceber
direitinho como esta estrada é chata e mal conservada.
10º dia – São José dos Campos –
Penedo (segunda-feira, dia 23/07)
Embora
conseguíssemos chegar em Penedo no domingo mesmo,
achamos adequado postergarmos mais um dia e curtir,
mesmo que fosse num hotel Íbis nossa ultima noite da
viagem. Selamos
o sucesso da nossa inesquecível viagem dividindo duas
latas de cerveja meio quentes e uma refeição
Strogonoff da Sadia esquentada no microondas, felizes da
vida e com a sensação boa de saber que melhor que ir
é saber voltar.
Contato: Bruno - bruno@tecnoflash.com.br |