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TESTE: Suzuki Hayabusa GSXR 1300 - 2008

Mais e melhor

As formas foram modificadas, evidenciando a procura de uma melhor penetração aerodinâmica. A qualidade dos componentes é também superior, sendo evidente o melhor envolvimento dos vários elementos e um particular cuidado em tornar o ambiente visual do condutor mais luxuoso. 

A cobertura da mesa de direção e a configuração do painel de instrumentos parece ter sido desenvolvido na divisão automóvel da marca, e a disposição dos vários botões, e são muitos, revelam um cuidado estudo. O único elemento que não ficou bom, foram os retrovisores, retangulares e pouco elegantes, desnecessariamente, já que o um terço do interior do campo de visão costuma ficar coberto pelo condutor.

 

Vulcão ativo

O anterior motor ainda é excelente de forma que começam a faltar adjetivos para qualificar o que criaram para o substituir. Foram muitas as alterações na parte térmica, com novas válvulas e uma nova configuração do pistão, bielas e um aumento substancial da taxa de compressão. 

A injeção recorre agora a corpos de admissão de dupla borboleta e dois injetores por cilindro, com 12 orifícios cada, para uma superior pulverização. Para dissipar o calor aumentou-se a eficiência do radiador, adicionando-se duas ventoinhas, cujo controle de funcionamento está integrado na gestão eletrônica do motor.

A caixa de marchas está agora dotada de um sistema anti-bloqueio. O sistema de escape aumentou consideravelmente de dimensões, em parte para incorporar maiores catalisadores. Estas alterações, em conjunto com o aumento da capacidade para 1340 cc, permitem à marca declarar agora 197 cv.

O Motor possui 3 posições de torque: posição A (esportiva), B (média) ou C (piso escorregadio)

Ciclística adequada

O quadro mantém-se o mesmo, sendo novo apenas o braço oscilante, mais rígido, importante para o equilíbrio na transmissão da potência. As suspensões são inteiramente ajustáveis na traseira e na frente. Nos freios foram substituídos as pinças de seis pistões por um conjunto de apenas quatro, montadas radialmente, suficientes em potência e com a vantagem, por serem mais leves, de reduzirem o peso. Importante também para a definição do seu equilíbrio e conforto, a redução da altura do sub-quadro e o rebaixamento do tanque de combustível.

Cidade

O primeiro contato na cidade é até razoável. O banco é confortável, as pedaleiras filtram as poucas vibrações existentes, o comando da embreagem é hidráulico e o ajuste que oferece é suficiente para se encontrar a posição ideal. 

O enorme torque e suavidade de funcionamento, permitem circular em terceira marcha num transito tranquilo, atrás dos automóveis.

No trânsito na cidade a moto fica desconfortável apos algum tempo o braço começa a cançar e as trocas de marchas começam a ficar desconfortável.

A manhã chuvosa do teste teve uma coisa boa: permitiu-me descobrir o melhor ambiente e a aplicação ideal para o modo “C” de gestão eletrônica. A forma como acelera é de uma suavidade tal que mesmo em curvas fechadas, sobre piso escorregadio, permite que se rode o punho sem receios. Excelente também o comportamento da caixa de velocidades, suave, precisa"

Diversão em estrada

Aumentando ligeiramente o ritmo, permite uma pilotagem divertida e esportiva. Sem ter a rapidez de reação de uma “R1000”, a sua maior estabilidade faz com que não perca a compostura e nos movimentemos em cima, mudando o corpo de posição, sem que se altere o seu equilíbrio, ficando à espera do momento definido por nós para entrar em curva. 

A posição “B”, e pode-se mudar o “modo” em movimento, encontra neste ambiente, nas zonas mais sinuosas, já que na posição “A” o motor fica demasiado esperto, não gostando das hesitações que invariavelmente surgem no meio das curvas. 

A frenagem manifesta-se em toda a sua plenitude, conjugando potência e progressividade de forma referencial, sendo acompanhada por um comportamento das suspensões também à altura. 

A possibilidade de levar uma rede na traseira foi contemplada já que estão disponíveis pontos de fixação nas pedaleiras do passageiro e junto ao banco. Um passageiro vai bem instalado, a altura relativamente ao condutor é boa e o banco é suficientemente confortável. A pega, se fosse lateral, seria melhor, permitindo segurar-se mais firme e natural.

Alucinante

É na estrada que a Hayabusa consegue revelar toda a sua fibra. Cortando a ignição às 12.000 rpm, faz nas três primeiras velocidades 140 km/h, 190 km/h e 235 km/h respectivamente. Em sexta, às 5.000 rpm, marca 150 km/h, e basta que se rode o punho, no modo “A” naturalmente, para que sintamos uma aceleração avassaladora, apenas interrompida pelo instinto de sobrevivência ou pela imagem em 3 D mostrado nos filmes.... 

A estabilidade em reta, o comportamento irrepreensível em curva e a ausência de vibrações.. A posição de condução, apesar de esportiva, não é cansativa, já que se socorre da ajuda do vento para equilibrar a força do braço.


Ficha Técnica:

Motor

Tipo: 4T, quatro cilindros em linha, refrigeração líquida 
Distribuição: DOHC, 4 válvulas p/cilindro 
Cilindrada: 1340 cc 
Diâmetro x curso: 81 x 65 mm 
Potência declarada: 197 cv às 9.500 rpm 
Torque declarado: 15.7 kgm às 7.500 rpm 
Alimentação: injeção, corpos de 44 mm 
Partida: elétrica
Embreagem: multidisco em banho de óleo 
Câmbio: seis velocidades

Ciclística

Quadro: dupla trave em alumínio 
Suspensão dianteira: forquilha invertida com 43 mm de diâmetro, curso 120 mm 
Suspensão traseira: monoamortecedor totalmente regulável, curso 120 mm 
Freio dianteiro: dois discos de 310 mm, assistidos por pinças de montagem radial 
Freio traseiro: disco de 260 mm, com pinça de um pistão 
Roda dianteira: 120/70-17’’ 
Roda traseira: 190/55-17’’

Peso e dimensões 

Distância entre eixos: 1485 mm 
Altura do assento: 805 mm 
Capacidade do Tanque: 21 litros 
Peso a seco: 220 kg 



Medições do Teste:

Marcha 

1° Marcha 140Km/h
2° Marcha 190Km/h
3° Marcha 235Km/h

Acelerações km/h 

0-100 km/h 3s/39m
0-120 km/h 3,9s/57m
0-150 km/h 4,7s/101m
0-180 km/h 6,5s/164m
0-200 km/h 7,2s/222m

Metros 

0-400 10,3s/236 km/h
0-1.000 18.7s/286 km/h

Retomadas ( em 6ª marcha)

60-100 km/h 3,8s/84m
60-140 km/h 7,2s/196m
60-160 km/h 8,9s/269m

Velocidade máxima

Real 298Km/h - Marcada Painel 300 km/h

Peso Vazio/cheio:

Declarado 220/ n.d. - Verificado 248/264

Banco de Teste (Dinamômetro) 

Potência máx. no motor: 181 cv / 9.820 rpm

Torque máximo: 14,3 kgm / 7.270 rpm

Fonte: MotociclismoPT / Moto Esporte


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