|
Breve relato da viagem fantástica ao Atacama
Teve duração de 13 dias, em um total de 7.700 Km. A saída de Florianópolis foi no feriado de 01.05.2003, com primeiro destino
De São Borja entrei na Argentina por São Tomé e segui para Corrientes, onde pernoitei. Meu destino final na Argentina era a cidade de Salta, bem ao norte, por onde entraria no Atacama via Paso de Sico. Através de informações colhidas em Salta, não me aconselharam seguir por Sico devido a péssimas condições da estrada. Então acionei o plano B, que era o ingresso no Chile pelo Paso de Jama, pouco mais ao norte, passando pela cidade argentina de San Salvador de Jujuy. Para este percurso é prudente levar reserva de gasolina, pois é um longo trecho sem abastecimento, além do maior consumo da motocicleta, em função da estrada e da altitude.
O Paso de Jama é tranquilo, apesar dos 240 Km de rípio, mas com paciência e tempo disponível tudo fica bem. A paisagem da entrada do deserto é única, indescritível. Completamente empoeirado, mas com a alma lavada, cheguei a singular cidade de San Pedro de Atacama, no Chile.
A cidade é um capítulo a parte, pois surpreende em todos os aspectos, pois em De San Pedro de Atacama comecei a rumar em direção ao sul, pela Rodovia De Santiago segui de volta a Argentina, cortando novamente a Cordilheira dos
A cada curva você recebe uma paisagem estonteante. Várias paradas para fotos A cidade de Mendoza é muito bonita também e vale uma estadia mais longa. Ela
é coberta de árvores que são irrigadas com água do degêlo dos Andes, que Partindo de Mendoza em direção leste, corta-se a Argentina pela Ruta 07, com Após a pernoite em Santa-Fé segui em direção Uruguaiana, onde percebi que o meu pneu traseiro havia chegado na lona. Como não tinha onde trocar resolvi seguir em frente, direção Porto Alegre. Este trajeto de Uruguaiana até Porto Alegre também está em má conservação, o que atrasou minha viagem, então resolvi pernoitar em Pântano Grande, cerca de 120 Km da capital. Dia seguinte rumei a Porto Alegre, mas o pneu não segurou a barra e estourou 60 Km antes do meu destino. Descobri o telefone do Paulinho, conhecido na região como rebocador de motos, que me salvou da roubada e me levou até a oficina Yamaha de Porto Alegre onde recebi pronto atendimento (obrigado Fábio) e logo após o almoço estava retornando para a minha Florianópolis. O Deserto do Atacama sempre me chamou a atenção e eu tinha que atravessá-lo. Devo dizer que a aventura superou em muito minhas expectativas. É uma geografia, um clima, uma paisagem completamente diferente da que temos aqui no Brasil, especialmente no litoral. Ano passado havia ido ao Chile também, com uma Honda Shadow, acompanhado de minha namorada, mas fomos para a região Mas é emocionante, por exemplo, chegar à Mão do Deserto e registrar com uma bela foto a sua presença por ali, ponto que é conhecido por todos os aventureiros que por ali passam. Desafiante, também, é cruzar a Cordilheira dos Andes pelo deserto. Ás vezes MotoEsporte: "Parabéns por
esta conquista pessoal, um abraço e os parabéns de toda equipe Moto
Esporte" |