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E DEPOIS DA GASOLINA? 

O futuro vai-nos trazer certamente, e definitivamente, formas de transporte mais limpas, seguras e econômicas.

Células de combustível

O funcionamento dessas células é bastante simples: hidrogênio + oxigênio = água + pressão + energia elétrica

2H2 + O2 = 4H2O

O resultado da reação química é apenas água, ou seja, poluição = 0 e com uma eficiência de 80% (matéria convertida em energia).

O problema deste tipo de energia é ainda a conservação e o transporte de hidrogênio, uma vez que não temos torneiras de hidrogênio em nossas casas, nem há hidrogênio nas bombas de gasolina, além de ter que ser mantido a baixas temperaturas, o que torna imprático para os veículos. O que acontece é o uso de um conversor, que utiliza materiais ricos em hidrogênio e lhes retira esse elemento.

Motores a gasolina

O problema dos motores alimentados a hidrocarbonetos (petróleo), é precisamente a poluição, baixa eficiência (24% pois perde muita energia por calor, alimentação de correias, ventoinhas, alternadores, ar condicionado, etc) e consumo de recursos naturais não renováveis.

A poluição vem da combustão do oxigênio do ar (O2) com o hidrogênio e carbono da gasolina (a gasolina é composta por moléculas de hidrogênio e carbono), que, em termos ideais e com bastante oxigênio resultaria em dióxido de carbono C + O2 = CO2 e água H + O2 = H2O e muito calor)

Em termos calóricos, um litro de gasolina contém 34 x 10^6 Joules. Se o corpo humano conseguisse digerir gasolina, um litro seria equivalente a 8060 calorias, o mesmo que 29 hambúrgueres do McDonalds.

Mas infelizmente, o motor a gasolina não é perfeito, e não faz a combustão como seria desejado. No processo da queima resulta:

Monóxido de Carbono (CO) - um gás venenoso
Óxido de Azoto - Responsável pela fumaça na atmosfera
Hidrocarbonatos - atacam a camada do ozônio

Os catalisadores, ou conversores catalíticos, através de um processo físico-químico conseguem levar o processo da queima um pouco mais além, mas sem no entanto chegar à queima perfeita. A queima perfeita é aquela que dissocia completamente os hidrocarbonetos da gasolina (H14C6 -> 6C + 14H) e associa cada um destes componentes ao oxigênio criando moléculas estáveis (como o Dióxido de carbono e a água 6C + 6O2 -> 6CO2 e 14H + 14O2 -> 14H20). O catalisador consegue diminuir bastante a emissão de poluição, mas mesmo assim não é perfeita.

Combustíveis de reduzida poluição

Existem ainda os motores a biodiesel, mas seriam impraticáveis para as motos no momento, pois como são motores de detonação (explodem o combustível através de pressão e não de calor, como os a gasolina), necessitam de uma estrutura mais robusta, resultando em motores muito mais pesados (comparem o peso de dois carros da mesma cilindrada e chassis a gasolina e a gasóleo para verem a diferença de peso), e nas motos o que se quer é materiais ultra-leves e elevadas prestaçõs.

Existem ainda os motores elétricos, que têm sofrido uma acentuada evolução nos últimos tempos, mas o problema continua na alimentação destes: para ter alguma autonomia necessita de muitos cartuchos de pilhas/baterias, o que aumenta bastante o peso final da moto. além de que a eficiência destes fica pelos 50%.

Moto elétrica

Geral

Bem o motor elétrico perde 10% para calor (= 90%), mais 20% (90% - 90%x0.2 = 72%) na transformação de força elétrica em mecânica, e lembrem-se que essa energia elétrica teve que ser gerada numa central elétrica, por exemplo, hidrelétrica, que perde cerca de 20% de eficiência - 72% - 72%x0.2 = 57% ), depois necessita de ser convertida de AC para CC, perdendo mais 10% de eficiência, ficando no final com uma eficiência de 51%.

Os híbridos utilizam os dois tipos de motor: gasolina, e elétrica ou a célula de combustível. Assim, enquanto houver energia elétrica ou proveniente das células de combustível, anda-se com o motor amigo do ambiente. O a gasolina utiliza-se apenas como uma reserva, ou quando se quer andar mais depressa. Imaginem se todos os automóveis utilizassem apenas 20% dos motores a gasolina, o impacto que teria em termos de poluição e de longevidade do petróleo.


Resultado: Teremos ainda o petróleo nas nossas vidas por algumas décadas, pois estão em constante desenvolvimento formas mais limpas e eficientes de utilizar este combustível fóssil, que não é ilimitado e o seu fim poderá estar mais próximo do que se pensa. (esperem só até a CHINA acordar, e os 2 bilhões de cidadãos começarem a comprar carro... lá se vai o planeta)
Entretanto também as outras tecnologias se vão desenvolvendo, e aperfeiçoando, pois estão mesmo agora a dar os primeiros passos.

 

Texto: motonlinePT


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