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A filial americana havia
sugerido um motor V6, mas a opção final foi a
mesma da Honda, por um seis cilindros em linha.
Para não ficar para trás, porém, a Kawasaki
optou por um motor superior em cilindrada (1.286
cm3), com refrigeração líquida e transmissão
final a cardã, em vez de corrente - solução
que a Yamaha também estava adotando na XS 1100.
A Kawasaki Z 1300, versão de topo da série Z,
prometia ser a mais sofisticada moto nipônica.
Chegou
ao mercado em Setembro de 1978 e embora as
linhas retilíneas não tenham agradado a todos,
talvez pela falta de elementos esportivos que
muitos esperavam, a potência de 120 cv às
8.000 rpm, o imenso binário de 11,8 m.kgf às
6.000 rpm e uma velocidade máxima de mais de
225 km/h fizeram da Z 1300 um ícone de
desempenho. Apesar de ser 50 kg mais pesada que
a CBX - 297 kg, o seu comportamento dinâmico
era adequado; já os freios deixavam muito a
desejar.
O motor tinha duplo comando, duas válvulas por
cilindro e três carburadores Mikuni. A
refrigeração líquida também contribuía para
um menor nível de ruído, uma prioridade da
Kawasaki dada a vocação da moto, que era menos
dada à esportividade e mais ao conforto. Em
1980, o carter era ampliado de 4,5 para 6
litros, a fim de melhorar a lubrificação; já
o depósito de combustível comportava uma
enorme capacidade de 27 litros, um dos maiores já
vistos sobre duas rodas. O quadro era de berço
duplo e os pneus mais largos que os da Honda.
Assim como a CBX, a Z 1300 chegou aos Estados
Unidos em 1980, mas a Kawasaki preferiu adotar
naquele mercado o estilo turístico: carnagens,
malas laterais e traseira, banco confortável e
guidão elevado. Um ano depois era iniciada a
sua produção local, ao mesmo tempo que a sua
suspensão traseira ganhava amortecedores a gás,
uma tentativa de igualar a eficiência da nova
monomola da Honda.
A
maior "Z" manteve-se sem grandes
novidades até 1984, quando a adoção da injeção
eletrônica digital de combustível elevou a sua
potência para 130 cv e o binário para 11,8
m.kgf.
A Kawasaki 'Z' passava agora a denominar-se ZG
1300, mas na moto aparecia apenas Z 1300. Sem
mais evoluções, a Kawasaki envelheceu e as
vendas não reagiram, pelo que este modelo foi
descontinuado em 1989.
Entre
1983 e 1988 houve espaço ainda para a VN 1300
Voyager, uma versão turística exclusiva para o
mercado americano, equipada com rádio e
computador de bordo. O motor havia sido
recalibrado para desenvolver 117 cv de potência,
em prole de um gigantesco binário de 13,2
m.kgf, mais que suficiente para os 381 kg da
moto. Mas estas vantagens dos seis cilindros não
convenceram o público e acabou por ceder espaço
à Voyager 1200, de quatro cilindros.
Depois das três marcas terem abandonado os
motores de seis cilindros em linha, esta
configuração nunca mais foi vista numa moto.
Apenas a Honda regressou aos 'seis', mas
horizontais opostos - na Gold Wing GL 1500-6, em
1988, e depois na Valkyrie, em 1997.
Fonte
Motores.sapo
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