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Luvas
a sua importância
As mãos estão
sempre muito expostas quando andamos de moto. As diversas
condições climáticas agem sobre elas de uma forma impiedosa,
massacrando-as. Em caso de queda, não escapam ao abrasivo do
asfalto.
Por tudo isto, não devemos hesitar em deixar de usar um par de
luvas. Elas
agem como uma "segunda pele", evitando males maiores.
Certamente que não escapa à atenção de ninguém as espetaculares
luvas que os grandes pilotos MotoGP utilizam. Contudo, o que é hoje
uma realidade, nem sempre o foi! Os antecedentes das modernas luvas
eram umas simples proteções em couro.
Muitas quedas e alguns anos de evolução permitiram chegar aos atuais
modelos. Hoje encontram-se nas lojas luvas de grande qualidade. Os
fabricantes especializaram-se, e a contínua exigência dos
utilizadores e pilotos em usar o melhor, levou a um aperfeiçoamento
notório nos materiais empregados, formas de fabricação e
diversidade de utilizações. Existem luvas de MX, Trial, pista, uso
diário, inverno...
Em todos os modelos procura-se conjugar o maior conforto possível,
índices de tato nos comandos da moto, e proteção otimizada contra
os efeitos abrasivos do asfalto e o choque.
Os materiais usados nas luvas dos tempos de hoje são os mais
variados. O couro deu lugar a materiais sintéticos, resultado da
profunda pesquisa feita pelos fabricantes. O grande objetivo é
proteger eficazmente uma das zonas do corpo mais exposta a
ferimentos em caso de queda ou acidente.
As luvas de couro, são de maioria de procedência bovina, são umas
das mais generalizadas graças ao bom tato que proporcionam,
permitirem uma transpiração otimizada e serem relativamente
resistentes ao efeito abrasivo. Em alguns casos é usada a pele de
canguru, proporcionando luvas mais leves, maleáveis e resistentes.
O Kevlar é muito resistente. É colocado nas luvas, nas zonas da
mão mais expostas em caso de queda, nomeadamente a palma da mão e
a parte superior das falanges.
O carbono é excelente em termos de propriedades anti-choque,
graças à sua elevadíssima resistência e mínimo peso. Em forma
de pequenas capas, é colocado nas luvas nos dedos e na zona dorsal
do túnel carpiano.
A espuma anti-choque compreende desde uma simples borracha até às
espumas absorventes brandas e elásticas, que endurecem subitamente
ao sofrer um impacto. Instalam-se em zonas de máxima exigência protetora
e por debaixo da fibra de carbono.
A cordura - tecido de compostura sintética - é resistente,
ligeira, impermeável e bastante delgada, permitindo uma aplicação
muito fácil, aceitando por debaixo dela o uso de material isolador
necessário contra o frio. Este material utiliza-se sobretudo em
luvas de inverno e luvas com utilização mista.
O Thinsulate, um material isolador muito leve e fino, generalizou-se
na aplicação em luvas devido às suas características protetoras
contra o frio, sendo aplicado em praticamente todo o tipo de luvas.
Outros materiais generalizados são o Nylon, a Lycra, o Polyester e
o forro polar.
As luvas exigem uma manutenção específica. Aquelas que são
fabricadas em materiais sintéticos devem de lavar-se com detergente
próprio a uma temperatura que não ultrapasse os 30º. Devem
secar-se com a zona do antebraço virada do avesso. Não devem de
ser "espremidas", escorridas, ou secadas com uma fonte de
calor forte, uma vez que as membranas impermeáveis podem
deteriorar-se.
Existem produtos próprios para aplicar nas luvas recomendados pelos
fabricantes de modo a manter a superfície das mesmas em boas
condições. No caso de luvas esportivas, não lavá-las com sabão
nem aplicar-lhes calor se apanharem água. Antes de estarem
completamente secas, devem ser colocadas na mão para que recuperem
a forma.
Uma vez secas - luvas esportivas - há que aplicar um creme especial
comercializado pela indústria auxiliar e pelos próprios
fabricantes de luvas, limpando-as e devolvendo-as ao seu estado
original.
Cuidado com luvas
vendidas por aí, existem muitas de má qualidade, as melhores são
as importadas, geralmente Italianas....
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