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Mundial de
Motocross: Cairoli vence e conquista título no
Brasil
26/08/2010

As vinte uma mil e quinhentas pessoas que
estiveram presentes no motódromo de Campo
Grande, MS, para acompanhar a antepenúltima
etapa do Campeonato Mundial de Motocross neste
fim de semana (21 e 22 de agosto) finalmente
puderam ver de perto no Brasil um dos maiores
fenômenos do esporte na atualidade: o italiano
Antonio Cairoli. O piloto foi o grande vencedor
na categoria MX1 e conquistou seu quarto título
mundial no país.
Para sair do Brasil com o campeonato, Cairoli
contou com uma falha elétrica na moto de seu
maior rival, o belga Clement Desalle. Ele havia
vencido a primeira bateria e estava liderando a
segunda até três voltas para o final, quando
teve que abandonar a prova.
Melhor para o italiano que aproveitou a falha do
rival e conquistou a vitória na bateria, na
etapa e venceu o título com antecedência. “Ano
passado vim pra cá me recuperando de uma
contusão no joelho e não estava no auge das
minhas condições. Este ano, pude mostrar aos
brasileiros o verdadeiro Cairoli”, comentou o
piloto italiano.

Em segundo lugar ficou o seu compatriota
David Philippaerts que também teve um fim de
semana sensacional. Ele venceu a primeira
bateria de ponta a ponta e, na etapa final,
conquistou a segundo posição somando 47 pontos,
o mesmo número de Cairoli. O alemão Maximilian
Nagl completou o pódio. Steve Ramon foi quarto
colocado e o português Rui Gonçalves terminou na
quinta colocação.
Entre os brasileiros, o melhor foi Jorge Balbi,
da equipe 2B Duracell Racing, que terminou na
11ª colocação e repetiu o feito do ano passado,
quando já havia sido o melhor no país. Apesar
disso, o mineiro acredita que poderia ter feito
ainda melhor.
“Ano passado eu realmente competi com os gringos
e, este ano, não consegui fazer isso. Estou
voltando de contusão e não consegui manter um
ritmo forte de prova mas, mesmo assim, fui o
melhor brasileiro. Agora tenho um mês para me
preparar para o Mundial das Nações e acredito
que lá terei um desempenho ainda melhor”,
declarou o piloto.
MX2
Já na MX2, o título continua em aberto. O alemão
Ken Roczen teve um domingo perfeito, venceu as
duas baterias e diminuiu em seis pontos a
diferença para o francês Marvin Musquin, segundo
colocado na etapa do Brasil.
Na primeira bateria, Roczen liderou treze das
dezessete voltas, mas teve muito trabalho para
conseguir a vitória. O alemão se mostrou muito
rápido durante o dia, assumiu a liderança da
prova mas, na oitava volta, errou e viu Marvin
Musquin, seu principal rival, ultrapassá-lo.
Mas Roczen mostrou que realmente queria deixar a
luta pelo título viva e, na décima volta,
recuperou a ponta e a manteve até a bandeira
quadriculada. Na segunda bateria, o alemão
assumiu a liderança quando faltavam seis voltas
para o final e conquistou sua segunda vitória no
dia.

O melhor brasileiro na bateria foi Pipo
Castro, da equipe 2B Duracell Racing, que
terminou na 13ª colocação. Muito constante, o
catarinense terminou as provas em 13º e 14º
lugares, no geral. Após a corrida, ele fez um
desabafo.
“Foi uma prova muito boa e eu mostrei, com esse
resultado, que estou apto a representar o Brasil
no Motocross das Nações. Ainda tenho um mês para
me preparar para a prova e espero chegar lá
ainda melhor para representar o meu país da
melhor forma possível”.
Troféu Honda
Na última bateria do dia, o Troféu Honda, o
vencedor foi Endrews Armstrong, seguido de
Anderson Amaral e Leonardo Lizott. Anderson
liderou boa parte da prova, mas um erro fez com
que o paulista fosse ultrapassado por Endrews,
que vinha na segunda colocação.
Após o erro do seu principal rival, o piloto
paranaense administrou a prova e conseguiu uma
vitória tranqüila. Anderson ainda conseguiu se
recuperar da queda e terminou na segunda
posição. Leonardo Lizott foi o terceiro.
"Consegui fazer uma boa largada. No final, o
Anderson Amaral se aproximou, mas com a queda
dele, deu para abrir uma boa distância. Foi
sensacional correr na pista do Mundial. É uma
experiência que eu espero repetir mais vezes e
quem sabe no ano que vem nas categorias
principais", disse Endrews.
Pela primeira vez em Campo
Grande, MS, a etapa foi considerada um
verdadeiro sucesso pela organização do evento. A
pista foi considerada por todos os pilotos como
uma das melhores do mundial e a estrutura também
foi muito elogiada por todos os presentes.
“A cada ano que passa, o Brasil se firma mais e
mais como uma etapa importante do Mundial de
Motocross. Pelo segundo ano consecutivo,
recebemos muitos elogios dos competidores e de
todos os presentes e acreditamos muito que
voltaremos a receber uma etapa no ano que vem”,
afirmou Federico Carli, diretor executivo da
Bracco Internacional.
Divulgação /
Marcos Branco
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