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Coluna Julie - 20/09/2006
Tributo
à paixão, seja ela qual for... Quando
comecei escrever a respeito de motociclismo, foi muito interessante, pois
não pensava que originaria páginas ou colunas em Internet ou Revistas.
Ou ainda, que chamaria a atenção de pessoas de tantas tribos. O
mais interessante é que desperta a curiosidade de motociclistas ou não,
apaixonados apenas pelo esporte ou pelas máquinas, ou de outras pessoas
que não tem contato algum com o meio e recebo e-mails de todo o país. Talvez
seja pela forma como escrevo, pois motocicleta, motinho, bike, tanto
faz...
Meu
ponto de vista é bem diferente. Não tenho conhecimento técnico,
tampouco entendo sobre mecânica, ciclística, CVs e CCs e acabo fazendo
analogias a estes bólidos, que muitas vezes nem eu mesma sei de onde
saem! Leio
muito, aliás o que todo mundo tem acesso, nas revistas disponíveis do
mercado. Piloto,
então sei como se comporta a minha moto, e pilotando outras motos de
outras marcas e cilindradas, acabo percebendo algumas diferenças,
sentindo-as pelo próprio punho, literalmente.
Certa vez,
conversando com um amigo, contava sobre minha primeira experiência em alta
velocidade com uma 1300cc, a famosa Hayabusa. Enquanto falava das sensações,
do que eu havia sentido ao pilotar aquela máquina, meu amigo se surpreendeu. A certa altura da conversa me perguntou sobre o que eu estava
falando! Se era
mesmo de um passeio de motocicleta ou de um relacionamento afetivo!!! Pois
mencionei a sensação quase orgásmica de sentir aquele motor pulsando sob
mim, a adrenalina se expandindo no meu corpo e invadindo meus sentidos. Ou
seja: sou uma mulher apaixonada por estes bólidos e que transmite em linhas
estas sensações da mesma forma que descreveria alguma outra paixão. Certa
vez, um estudioso sobre relações humanas, psicoterapia disse-me que o ser
humano precisa de muitos amores, pois na falta de um deles, não sucumbiria
a solidão ou desamor, recorreria aos outros e nunca estaria só, rejeitado
ou mal amado. Poderia ser um hobby qualquer, jardinagem, esportes, coleções,
fotografia... Enfim qualquer coisa prazerosa. Eu encontrei um dos meus amores,
certamente no motociclismo! Sinto que é isso que deixa minha forma de escrever
atrativa, sonhadora e por que não, romântica!
Ah!
E não poderia de deixar de fazer um adendo aqui. Perdi um conhecido nesta
semana, uma pessoa bonita, uma das poucas com quem tive o prazer de pilotar
junto, que apreciou minha técnica (a pouca que tenho), audácia e segurança
e verbalizou isso... Fato
incomum num meio predominantemente masculino, e principalmente, considerando
nossas diferenças de máquinas e experiências.
Arthur!
Onde estiver, esteja bem, com Deus! E siga
a sua missão aí porque aqui
você continuará em nossos corações.!!!!! Ainda
falta muito para que eu seja uma excelente piloto, mas chego lá! Eu pretendo
ir para uma 1000, ainda. Por enquanto a 600 é uma boa escola. Ágil, leve
e o suficiente para eu aprender a deixar os sliders riscados e com preparo
para pegar uma motoca mais endiabrada!
Ser
motociclista é mais que uma paixão, é um estilo de vida! Admirado por
uns, odiado por outros. Apenas quem sente a emoção, a adrenalina, de
comandar estes bólidos com a cavalaria pulsando sob você, pode dizer do
que falo. Julie
Maioli
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