Coluna Julie - 05/04/2006

Hobby, prazer ou relax?? É tudo!!

Uma das razões por ter começado a escrever sobre esta minha grande paixão é por ser a forma que encontrei para relaxar, desestressar e me divertir. Mais que um hobby, passou a ser uma constante na minha vida, pois uso minha motinho como meio de transporte diário, faça chuva ou faça sol.

Paixão essa que sempre fez parte da vida de muitos homens e que, mais recentemente, da vida de um número significativo de mulheres: a motocicleta ou simplesmente motoca, motinho, ou bike, como carinhosamente a chamamos.

 (eu e minha CBR600)


Hoje, vou falar um pouquinho sobre a história delas, que ainda não falei, mas é muito interessante:

A data exata de criação delas não é precisa, sabe-se que no século XIX, em 1868, surgiu a primeira moto,  das planilhas do engenheiro alemão Gotlieb Daimler, tido como o 'pai do motociclismo'.  Em seguida, outros dois alemães, Heinrich Hildebrand e Alois Wolfmüller aperfeiçoaram o modelo original e o batizaram de "Roda Motorizada", nome precursor da motocyclette
 

  Com a Revolução Industrial e os avanços constantes da engenharia, que aperfeiçoava motores e pneus, as fábricas de moto se expandiram para vários países da Europa, como França, Itália e Inglaterra, país onde a motocicleta ganhou tantos adeptos a ponto de em 1897 ser realizada a primeira corrida de moto, a "Motorcycle Scrambles", que se tornaria uma tradição.


Em 1903 surgiu nos Estados Unidos a marca que se tornaria um mito no universo motociclístico: Harley Davidson. Essas motos fabricadas para o exército americano, tiveram tanta aceitação que, após a Segunda Guerra Mundial, muitos soldados continuaram a utilizá-la, e como ainda usavam seus coletes com os brasões derivados das forças armadas, acabaram dando origem aos motoclubes ou motogrupos, ou  ainda, simplesmente “ MC”, “MG”.

Através das Harleys, o estilo "estradeiro" ou motociclismo de estrada - voltado ao conforto ergonômico para grandes distâncias - conquistou o mercado e não parou de crescer. Muitos filmes de Hollywood inseriram as motos e os motociclistas em suas histórias e o clássico Easy Rider virou "cult" e referência. Tanto que a expressão "easy rider" se tornou parte do vocabulário motociclístico.

Os japoneses, também no pós-guerra, aperfeiçoaram e criaram novos modelos e marcas: Honda, Suzuki, Yamaha, entre outras, que disputam até os dias atuais uma acirrada batalha pelo gosto do consumidor, juntamente com outras marcas importantes como a alemã BMW, a italiana Ducatti e a inglesa Triumph.

No Brasil, o motociclismo ganhou força e adeptos a partir de 1972.

No ano anterior, a Honda, prevendo que o mercado brasileiro se mostraria promissor, montou sua fábrica em Manaus. E acertou, pois atualmente estamos entre os três maiores mercados do mundo.

As motocicletas, desde as mais simples, de baixa cilindrada, até as mais sofisticadas, estão em vários lugares: com os motoboys nas grandes cidades; como utilitários nas pequenas cidades; em competições esportivas (motovelocidade, motocross, enduro, rally etc.); como transporte substituindo o carro; nas estradas, por puro prazer.

(grupo de motocilcistas do Espírito Santo em visita à Bento Gonçalves-RS em jan/2005)

 

Porém, o espírito de aventura e de desafio que a moto proporciona nem sempre agrada a todos, tanto que há motociclistas ainda vistos como transgressores ou "ovelhas negras" - uma grande injustiça.

Num geral, os motociclistas são uma irmandade, de Norte a Sul, participam de eventos, são solidários na estrada e em suas cidades, acolhem seus “irmãos” não importando a bandeira do motogrupo ou o estilo da motocicleta.

Aspecto pouco visto, hoje em dia, em motoristas de carro, nas nossas estradas.

Julie M .

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(Referências -  http://www1.uol.com.br/vyaestelar/mulher_atual_artigos.htm -  de Valéria Meirelles)

 

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