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Coluna:
Jerre Rocha 8/03/2010
2020Km RS / SC
Janeiro 2010 (1° parte)
Olá,
Eu estava sumido aqui da coluna do Moto Esporte,
mas estou voltando a ativa, quero dizer, para a
estrada. Como sou avesso a discursos...vamos lá.
Janeiro de 2010, para ser mais exato, dia
11/01, 10h da manhã, Porto Alegre/RS, moto
carregada e eu, ansioso como todos que vão para
a estrada.
Era (era!!!!) para ser em direção a Santa
Catarina, para o 1° Moto Aventura que estou
organizando. Mas o que segue é o relato e
algumas dicas em 2.020km rodados no destino
tomado: Pelotas/RS.
A partir do momento da saída o relógio se tornou
inútil, eu queria apenas aproveitar e parei
tantas vezes que cheguei a tardinha na cidade.
Terça- feira - 12/01
Pelotas/RS, a bela Princesa do Sul

Este nome "Pelotas" em sua origem remonta a
época das embarcações de varas de corticeira
forradas de couro, usadas para a travessia dos
rios na época das charqueadas. Uma cidade que se
desenvolveu como nenhuma outra - isso lá pelos
tempos de 1780 - tendo grande influência
econômica, cultural e política em todo o Rio
Grande do Sul. E os charqueadores pelotenses,
com poder econômico e político feito através da
exploração e exportação do charque trouxeram
arquitetos europeus para trabalhar em seus
projetos.
O resultado disso é o que pode comprovar com um
simples passeio pelos recantos de Pelotas. É ver
uma arquitetura grandiosa e ter um dos
principais conjuntos arquitetônicos da América
Latina. Uma cidade de barões, viscondes e
condes, não era possível viver sem deixar
legado. As visitações de uma parte dos prédios
antigossão fáceis, basta estacionar no centro e
percorrer a pé.

Ao redor da Praça Coronel Pedro Osório, bem no
centro, já vais encontrar:
• Teatro Sete de Abril
• Clube Caixeral
• Quartel da Revolução Farroupilha
• Bliblioteca Pública
• Mercado Público (que está sendo reformado - e
um detalhe importante: a torre do Mercado imita
a Torre Eiffel, de Paris)
• Grande Hotel ( que está em reforma também)
• Residência Barão de São Luis
• Residência Charqueador Viana
• Casa do Senador Assunção
• Prefeitura

Possivelmente deixei algum ponto para trás, mas
caminhar pelas ruas de Pelotas é estar viajando
no tempo. Ali, bem no ladinho, o calçadão da
Andrade Neves, com sua variedade de comércios.
Uma pausa para falar do meu parceiro de visitas,
Rafael, meu filho de 12 anos, motivo de minha
jornada ter começado pela cidade, pois mora lá.
E me acompanhou em todas e posso dizer que foi a
melhor companhia.

Passeávamos e conversávamos a respeito do
casario, aliás, ele divide comigo, apesar da
pouca idade, este gosto pelas visitas. Não
podemos esquecer também de falar da Catedral com
pinturas de Aldo Locatelli.
A tarde, mesmo com tempo nublado e leves
pancadas de chuva, fomos para a Praia do
Laranjal que fica a menos de 15 minutos do
centro da cidade e percorremos desde o Pontal
até a Colônia de Pescadores Z3.

Pela entrada no balneário pela Av. Rio Grande do
Sul, um dos principais acessos, fomos até o
Pontal, onde se encontra a Lagoa dos Patos e o
Canal do São Gonçalo. Uma parte é feita por
estrada de chão batido, mas está em boas
condições. Vale a pena fazer o trecho, talvez
até comer um pastel em uma pastelaria que existe
lá: a Solitária.
O Laranjal é banhado pela Lagoa dos Patos, a
maior do Brasil e a segunda da América Latina e
tem 265 quilômetros de comprimento. Águas
tranquilas, areias brancas e um belo calçadão,
com sombras generosas de figueiras e coqueiros.

Em uma bela caminhada irá encontrar o Shopping
Mar de Dentro, com suas butiques, sorveterias e
dois restaurantes - sendo um deles de culinária
oriental. E também no Laranjal não faltara
opções, desde pizza a uma parrillada.
Uma característica é que Pelotas: preservar
muitos restaurantes com culinária Uruguaia, até
pela pequena distância do país de nossos
hermanos. E, caso vá a algum deles, não deixe de
experimentar dois dos pratos mais típicos dos
hermanos: o chivito e a parrillada.

Mas continuamos pela orla e fomos parar na
Colônia de Pescadores Z3. Chovia e parava -
coisa de verão - então dávamos pequenas paradas.
Passeando pela Z3, descobrimos a Deti. Quem é a
Deti?

Então aí vai uma dica de nossa descoberta para
quem gosta de fugir do tradicional. Ela é filha
de pescador, casada com pescador e que em uma
garagem improvisada como restaurante, faz
delícias. Pastéis, bolinhos, risólis...tudo de
frutos do mar, é claro. E nós não pudemos deixar
de experimentar.

Podia colocar o endereço aqui, mas não precisa,
ela é famosa pela localidade, é só perguntar.
Vale a pena ir lá, pois se vai costeando a lagoa
até e fica a 25km do centro da cidade.
Por Jerre
Rocha
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