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Coluna:
Jerre Rocha 04/08/2010
“Aventura e
Paz” - Jaquirana/RS

“Cada vez que estou indo
para a estrada, saindo da agitação da cidade, da
loucura do trânsito, eu sinto as mudanças que
começam a ocorrer em mim mesmo.”
Vou relatando mais esta aventura
pela região serrana do Rio Grande do Sul e
acredito que vocês entenderão meu comentário
acima.

Ia me dirigindo a Jaquirana/RS com estes
pensamentos, cidade com seis mil habitantes que
está na região dos Campos de Cima da Serra, a
212 km de Porto Alegre/RS. Até próximo a Cambará
do Sul/RS,é asfalto. Mas quando se acessa a
Jaquirana/RS, muda tudo. Desta parte em diante o
roteiro é de estradas de chão batido. A
visitação na região é toda por estradas de
terra. Tem como principal atividade econômica a
extração de madeira, por isso também é chamada
de “Capital da Madeira”.

É uma região de muito campo, fazendas serranas,
rios e cachoeiras. Região que teve como os
primeiros habitantes índios, então a cidade do
roteiro desta vez não fugira a regra, muita
natureza, paz e silêncio quebrado eventualmente
pelo grito da ave curicaca.
Uma cidade com nome de origem tupi guarani, pois
os índios chamavam a cigarra cantadora de “yaquirana”.
Assim, ficou Jaquirana.

Como os tropeiros, o importante é não ficar
parado. Fui para o primeiro ponto turístico
obrigatório:
Cachoeiras dos Venâncios - Após 14
km do asfalto. Existem placas indicativas do
acesso. O entorno da cachoeira, o vale, é
belíssimo. Possui quatro quedas d’água com
vários paredões formando as cachoeiras, média de
6m de altura. É uma seqüência. Só cuidado em
dias chuvosos, fica difícil a saída lá das
cachoeiras. Mas vale cada momento a visita!

Até se chegar na cidade, existem várias paradas
pela estrada. Apreciar os Campos de Cima da
Serra. Caiu a noite, e 18/19 horas já estava o
maior silencio nas ruas. Acabei ficando no
Bonatto, Hotel bem no centro da cidade. Tem
apenas pernoite e bom custo, simples, anexo a um
posto de gasolina. Ótimo atendimento. Pousada
Bonatto Av. Central 2275 E-mail
apcredentor@terra.com.br Fone-
54-3253-1069 Levantei cedo, bagagem na moto, e
uma volta na cidade.
Pergunta aqui e ali, e já montei meu roteiro do
dia.

Cristo Libertador- Do centro da cidade já
se avista o Monumento ao Cristo Redentor ou
Libertador localizado no alto de um morro e de
onde se tem uma visão panoramica da cidade. Duas
opções para se chegar lá em cima: Uma pela
escadaria, bem na frente, acredito que uns 160
degraus.

A outra por traz, com uma subida bem íngreme.
Estava seca a estrada, mas fiquei pensando se
tivesse chovido. Gostei mais de subir de moto,
pois se tem uma visão por de tráz do morro.
Cavalos pastando. Como era cedo ainda, dava para
ver a névoa ao longe, nos vales.

Igreja- No centro, igreja de São
Sebastião em madeira construída em 1948 ao lado
da praça central, onde existe também uma
locomotiva à vapor. Segui em frente, fui na
direção daqueles vales que havia avistado lá de
cima do Cristo.

Havia já sol alto, e também névoa no vale, o que
dava um belo espetáculo da natureza. Não tenho
queixas das estradas, roda-se tranqüilo.

Passo da Lage - Após Jaquirana (6Km) uma
ponte por sobre as águas do rio. Quando se esta
chegando já da para ouvir as corredeiras. Em
seguida tem uma subida e onde começa a despontar
uma bela vista.

O efeito do sol com a névoa por sobre o rio. O
espectador que aqui vos descreve aprovou!
Cascata Princesa dos Campos- Fica na RS
476, que liga Canela a Bom Jesus. Estrutura para
camping, trilhas e uma pousada. Á um Belvedere
de onde se pode ter uma bela visão da cachoeira
já na chegada. Mas existe uma menor em conjunto
a grande pouco metros acima. Vale ressaltar as
piscinas naturais com águas transparentes.

A descida até a base da Princesa dos Campos tem
uma escadaria de pedras com 180 degraus, o que
faz o cidadão saber se está em forma ou não. Fui
brindado até com um arco-íris durante os
momentos que estive na base.

Passo e Cascata do “S” – Aqui é para quem
gosta de um pouco mais de desafio. O Passo do
“S” fica a 7 km do asfalto, e quando se chega já
tem uma placa avisando: Passe ao lado do
Sinalizador, no caso, dependendo de onde vens, à
direita ou esquerda. O motivo é que o Rio
Tainhas forma uma laje de 80 metros de largura
que cai em uma bela cachoeira mais abaixo do
ponto de passagem.

Com o rio em seu nível normal, é possível
atravessar de carro ou a pé. Bom, eu fui de moto
e é preciso muita calma, pois o fundo é
irregular, com buracos feitos pela corredeira.
No dia, limo puro no fundo de suas águas
transparentes. A cachoeira é outro espetáculo.

Seguindo o leito do rio se chega a cachoeira.
Ficar ali, vendo as águas esculpindo as pedras,
o silêncio quebrado apenas pelo barulho das
corredeiras.

“Aventura e Paz”
Estes pontos eu visitei, mas existem outros a
serem visitados, descobertos. Fiquei apenas dois
dias rodando na região e ela merece mais tempo.
Até a próxima estrada.
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Por Jerre
Rocha
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